sexta-feira, 24 de junho de 2011

PROFESSORES E ALUNOS DA UNIANDRADE PARTICIPAM DE EVENTOS NACIONAIS E INTERNACIONAIS


Por Mail Marques de Azevedo

VI CIEL – CICLO DE ESTUDOS EM LINGUAGEM

            Mail Marques de Azevedo e Anna Stegh Camati, professoras do Mestrado em Teoria Literária da UNIANDRADE coordenam simpósios formados por mestrandos da UNIANDRADE e apresentam trabalhos no VI CIEL – Ciclo de Estudos em Linguagem, a realizar-se na Universidade Estadual de Ponta Grossa, de 20 a 22 de junho de 2011. A Profa. Mail Azevedo coordena o Simpósio intitulado “Identidades do eu em narrativas de vida“, e apresenta o trabalho “A poética do gênero memorialístico“ como introdução ao simpósio, do qual participam os alunos: Samara de Souza Roggenbach – “Memórias da Emília, exemplo sui generis de memórias“, Irene Camilo – “Hans |Staden: a visão do outro“, Cleunice Fritoli – “O ofício de viver: a narrativa diarística de Cesare Pavarese como testemunho vivo de uma época“, e Mary Galan Boaron –  “O resgate da memória como narrativa na obra Infância de Graciliano Ramos“. A Profa. Anna Camati coordena dois simpósios; no primeiro, intitulado “Representações do novo sujeito da modernidade na dramaturgia de Ibsen“, ela apresenta o trabalho “A crise do drama e o surgimento de novas formas de subjetivação nas peças de Ibsen“ como introdução ao simpósio que inclui o trabalho dos alunos Deangelis Andrigo Ruhmke – “Os subterrâneos da subjetividade das personagens em Rosmersholm“, Saray do Rocio Chila Meira – “O eu múltiplo, contraditório e em constante processo em Hedda Gabler“,  e Suzana Mierzva Ribeiro – “A mentira vital em O pato selvagem“. No segundo simpósio, intitulado “Representações pictóricas e/ou simbolistas do sujeito ibseniano“, a Profa. Anna Camati apresenta o trabalho “Diálogos entre teatro e pintura em Quando nós mortos acordarmos“ e conta com a participação dos alunos Marly Agumi Sanefuji Werner – “A presença do sinistro em O pequeno Eyolf“, Márcia Valéria Costa Sales – “A constituição identitária da personagem feminina em A dama do mar“, e Galeno Cristóvão Ferreira Machado – “O sujeito eternamente desejante em Solness, o construtor“. A proposta dos simpósios e os resumos dos professores e alunos podem ser acessados no seguinte endereço eletrônico:

http://eventos.uepg.br/ciel/listasimposios/php

 

9º CONGRESSO MUNDIAL SOBRE SHAKESPEARE

(9th WORLD SHAKESPEARE CONGRESS)

A professora  Anna Stegh Camati (UNIANDRADE) e o professor Tom Bishop (Universidade de Auckland, Nova Zelândia) coordenam o seminário nº 24, intitulado Shakespearean Metamorphoses: Intermedial Transactions (Metamorfoses shakespearianas: transações intermidiáticas), que integra a programação acadêmica do 9º Congresso Mundial sobre Shakespeare. O evento será realizado na Charles University em Praga, de 17 a 22 de julho de 2011, com palestras, painéis, seminários e workshops. A temática central do seminário n. 24 são as mudanças geradas pelas transações intermidiáticas no processo de adaptação do texto shakespeariano para outras artes e mídias, como a arte performática, a ópera, o teatro musical, o cinema, a televisão, os quadrinhos e as mídias digitais. Entre os doze participantes do seminário estão as professoras da UNIANDRADE, Mail Marques de Azevedo, que contribui com o ensaio “Text, Performance and Film: An Intermedial Reading of Antunes Filho’s Throne of Blood/Macbeth“, em co-autoria com a Profa. Liana Leão da UFPR, e a Profa. Cristiane Busato Smith, que assina o artigo “Otelo de Oliveira: The Brazilian Accent of Othello“. O resumo do seminário liderado pela Profa. Anna Camati  pode ser acessado no site 9º Congresso da ISA.

 

 

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Movie Takes: A Magia do Cinema na Sala de Aula


Prof.ª Dr.ª Janice Thiel (Uniandrade)


TELA QUENTE

"Dirigida a professores de inglês, esta obra sugere que a exibição de filmes em sala de aula pode contribuir para o aprimoramento da habilidade leitora e ajuda na construção de conhecimentos linguísticos.
Destaque As atividades propostas no livro, criadas para a aplicação antes, durante e depois da exibição."
Movie Takes: A Magia do Cinema na Sala de Aula, Grace Cristiane Thiel e Janice Cristine Thiel, 120 págs., Ed. Aymará, tel. (41) 3213-3500, 39 reais

Revista Nova Escola, Ano XXVI, nº. 241, Abril 2011
 

segunda-feira, 30 de maio de 2011

PARTICIPAÇÃO NO CIEL/UEPG - JUNHO/2011


A ementa abaixo foi aceita para o simpósio a ser realizado durante o IV CIEL /UEPG de 20 a 22 de junho de 2011, sob coordenação da Prof. Eunice de Morais. Além do trabalho intitulado A paródia e cânone e A Última quimera, do qual apresentamos breve resumo, serão apresentados outros, os quais concentram-se sobre mesmo tema.

Eunice de Morais, Uniandrade

Apropriações discursivas: do moderno ao pós-moderno


Há muito que as apropriações discursivas surgem de modos e a partir de intenções diversas nas produções artísticas. A citação, a alusão, a farsa, o burlesco, o pastiche e a paródia são formas antigas de referência trans-textual utilizadas como elementos de construção discursiva, porém a ficção contemporânea parece privilegiar alguns destes modos de apropriação como a paródia e a ironia como forma de trans-contextualização questionadora. A literatura, assim como a arquitetura e outras artes, reelaboram discursos e estilos do passado, próximo ou distante, inserindo nesta reelaboração a homenagem e o questionamento, bem como a subversão destes mesmos discursos e estilos. Este simpósio pretende discutir estas apropriações enquanto respostas, conscientes ou não, ao mundo da modernidade e da pós-modernidade.

Palavras-chave: apropriações discursivas; moderno; pós-moderno.



A PARÓDIA E O CÂNONE EM A ÚLTIMA QUIMERA

Utilizaremos para este trabalho as definições de Linda Hutcheon para a paródia como  modo de apropriação discursiva, configurada na construção formal e temática do romance A última quimera; e para a ironia como estratégia retórica que permite ao seu descodificador interpretar e avaliar o que está posto como convenção. A paródia, segundo Hutcheon, é uma “forma de imitação caracterizada por uma inversão irônica, nem sempre às custas do texto parodiado. (...) É, noutra formulação, repetição com distância crítica, que marca a diferença em vez da semelhança”. (HUTCHEON, 1989, p.18). Percebe-se, assim, que não há como reconhecer uma construção como paródia sem procurar nela a “inversão irônica”. A ironia, enquanto, estratégia retórica, acontece pela interpretação feita pelo seu descodificador, ou seja, precisa ser reconhecida pelo leitor. Enquanto a paródia recusa a unitextualidade, a ironia recusa a univocalidade. Na primeira, há a sobreposição de dois contextos textuais e na segunda a de dois significados. Sobre a ironia Hutcheon nos diz “Dada a estrutura formal da paródia, (...) a ironia pode ser vista em operação a um nível microcósmico (semântico) da mesma maneira que a paródia é um assinalar de diferenças, e igualmente por meio de sobreposição (desta vez de contextos textuais em vez de semânticos)” (HUTCHEON, 1989, p.74). Serão apresentados, neste trabalho, alguns recortes do romance que caracterizam  a narrativa como construção paródica e irônica. É preciso lembrar que a descodificação irônica depende deste reconhecimento da construção paródica. Assim, os trechos escolhidos para análise serão reconstruções paródicas claras dos textos certamente pesquisados pela autora e assinalam a destituição ou transformação do conceito de cânone ou pelo menos a sua discussão no romance.